domingo, 11 de setembro de 2011

Reanimação Cardiopulmonar – "Somente Mãos".

Desde 2010 o AHA (American Heart Association) revisou o protocolo para RCP (reanimação cardiopulmonar), como é feito a cada cinco anos.

No procedimento anterior, os leigos ao constatar a necessidade da realização do RCP, realizavam duas ventilações (respiração boca-boca) para trinta compressões torácicas (massagem cardíaca).


A fim de simplificar e aumentar a probabilidade de socorros de urgência para indivíduos acometidos por parada cardiorrespiratória, os leigos não têm mais a necessidade de realizar a ventilação.
O procedimento hoje é mais simples:
1° - Constar se o indivíduo respira e/ou tem pulsação (Colocando seu rosto próximo ao nariz do indivíduo utilize o procedimento de ver, sentir e ouvir).
2° - Pedir a alguém para chamar o socorro especializado.
3° - Iniciar imediatamente as compressões torácicas até a chegada do socorro. Rápido e forte!

Segue um vídeo com orientação do Dr. Sergio Timerman (Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e do AHA):


Espero ajudar a disseminar essa informação tão importante.
Até o próximo!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

É possível com atividades físicas melhorar seu desempenho sexual?

Onde está essa relação entre atividade física e a melhora do desempenho sexual?
Dentre muitas razões pelas quais atividades físicas promovem saúde, a melhora do desempenho sexual ou a exploração da sexualidade contribuiria bastante para praticá-la.

A partir desta afirmação quais seriam os principais pontos para apontar a relação entre a melhora do desempenho sexual e as atividades físicas?

Cito as seguintes:

A mudança da composição corporal promovida pelo novo estilo de vida, mais ativo e saudável, faz com que se alcance o corpo mais próximo dos padrões estéticos desejados pela sociedade, fazendo com que se tenha mais confiança, tornando o indivíduo fisicamente ativo cada vez mais “sexy”.

O aumento do condicionamento físico, resistência, força, das habilidades e capacidades físicas fazem com que o desempenho sexual seja melhorado ainda mais, tornando o sexo mais freqüente e com maior duração.

Atividade física pode ainda mantê-lo “sexualmente jovem”. Pesquisas mostram que adultos e idosos fisicamente ativos mantêm a atividade sexual melhor e com maior freqüência do que indivíduos sedentários. Fazendo assim com que a “idade sexual” seja regenerada, caso comparada a idade cronológica.

A endorfina, hormônio secretado pelo lobo anterior da hipófise, é um polipeptídio formado por 31 aminoácidos. Uma das substâncias mais pesquisadas, durante a década de 80, que teve um assustador aumentam de sua investigação em resposta ao treinamento. Dentre os tipos de endorfina a hipótese do aumento na secreção da Beta-endorfina, para ser mais exato, após exercício estaria associado a “sentimentos de euforia, redução da ansiedade, tensão, raiva e confusão mental” (Morgan WP. 1985). As alterações nos níveis de secreção da endorfina parecem ser mais significativas em atividades moderadas e/ou severas (em torno de 70% do Vo2máx), em geral com duração superior a 60 minutos.
 A interação simultânea de mecanismos psicológicos e fisiológicos contribui para a melhoria da saúde mental e conseqüentemente o aumento do libido.

Para os homens a melhora da circulação sanguínea e controle de vários distúrbios como o estresse, proporcionados pela prática regular de atividade física, são de grande valia no combate das disfunções eréteis.

Exercícios específicos para o assoalho pélvico e para o períneo são bons por inúmeras razões, como para prevenção da incontinência urinária e melhora do desempenho sexual. Em particular para as mulheres os mesmo exercícios podem ajudar nas respostas orgásticas: aumentando a força dos orgasmos.

Baseando-se nessas hipóteses não fica difícil afirmar que a vida fisicamente ativa promove impactos positivos no que dizem respeito ao aumento do libido, “sexy appeal”, autoconfiança, entre outros. Portanto, mais exercícios significam: corpo em forma e mais atrativo, o que aumenta a quantidade e qualidade das relações sexuais.

WERNECK, F.Z.; BARA FILHO, M.G.; RIBEIRO, L.C.S. Mecanismos de Melhoria do Humor após o Exercício: Revisitando a Hipótese das Endorfinas. R. bras. Ci e Mov. 2005; 13(2): 135-144.

Fry AC, Kraemer WJ, Ramsey LT. Pituitary-adrenal-gonadal responses to high-intensity resistance exercise overtraining. J Appl Physiol. 1998;85(6):2352-9.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"Magreza Cerebral?"

Recentemente, em 19 de abril de 2010, pela revista NewScientist, foi publicada uma matéria com o seguinte título: “Variação do gene ligado a obesidade pode ‘emagrecer’ seu cérebro”.

A descoberta da variação deste gene, chamado FTO, que parece ajudar a tornar as pessoas mais gordas, afetando o metabolismo e o armazenamento das gorduras, faz com que danos sejam acarretados ao cérebro indiretamente.

Em pesquisa realizada pelo “Paul Thompson’s team”, na Universidade da California, foram observadas varreduras dos cérebros de 206 pessoas saudáveis com idades entre 70 e 80 anos, e eles descobriam que em pessoas com a presença de pelo menos uma cópia da variação do FTO tiveram redução significativa em seus lóbulos frontais (cerca de 8%) e occipitais (cerca de 12%), comparado com seus colegas sem a variante.

Os danos nas regiões afetas não parecem reduzir a capacidade cognitiva, no entanto são fundamentais para a resolução de problemas e percepção, e atrofia/hipotrofia cerebral aumenta os riscos de demência e problemas de memória.

A Matéria foi publicada com base no periódico: Proceedings of the National Academy of Sciences, DOI: 10.1073/pnas.0910878107.

O que se pensa sobre a redução do cérebro é que ela se dá devido a uma diminuição do fluxo sanguíneo, oxigenação, para o cérebro, possivelmente por obstrução das artérias, matando neurônios e diminuindo a massa cefálica. A obstrução ocorre basicamente pelas placas de ateroma, onde pessoas com maior acumulo de gordura incrementam sua incidência.

Então fica a pergunta:
Não seria a atividade física com suas capacidades de acelerar o metabolismo, realizar manutenção da composição corporal, colaborando com a diminuição do percentual de gordura corporal e a melhora do perfil das lipoproteínas lipídicas plasmáticas, uma boa estratégia para uma velhice livre de um “cérebro magro”?

domingo, 2 de maio de 2010

Começo!

Após alguns poucos anos atuando com atividade física e saúde, percebi o quanto ainda são levados em conta mitos novos e antigos nas discussões de treinamento dentro das academias e entre os praticantes de atividades físicas de uma forma geral. Motivado por isso resolvi criar esse blog para dissertar sobre alguns temas, expondo minha opinião baseado em pesquisas para disponibilizar aos meus alunos e aos interessados sobre os temas.
Através deste canal espero ainda receber críticas e consolidar ainda mais meu conhecimento sobre os temas desenvolvidos.
A partir de agora vamos por a conversa em dia sobre os diversos temas.
Abraço a todos!