Onde está essa relação entre atividade física e a melhora do desempenho sexual?
Dentre muitas razões pelas quais atividades físicas promovem saúde, a melhora do desempenho sexual ou a exploração da sexualidade contribuiria bastante para praticá-la.
A partir desta afirmação quais seriam os principais pontos para apontar a relação entre a melhora do desempenho sexual e as atividades físicas?
Cito as seguintes:
A mudança da composição corporal promovida pelo novo estilo de vida, mais ativo e saudável, faz com que se alcance o corpo mais próximo dos padrões estéticos desejados pela sociedade, fazendo com que se tenha mais confiança, tornando o indivíduo fisicamente ativo cada vez mais “sexy”.
O aumento do condicionamento físico, resistência, força, das habilidades e capacidades físicas fazem com que o desempenho sexual seja melhorado ainda mais, tornando o sexo mais freqüente e com maior duração.
Atividade física pode ainda mantê-lo “sexualmente jovem”. Pesquisas mostram que adultos e idosos fisicamente ativos mantêm a atividade sexual melhor e com maior freqüência do que indivíduos sedentários. Fazendo assim com que a “idade sexual” seja regenerada, caso comparada a idade cronológica.
A endorfina, hormônio secretado pelo lobo anterior da hipófise, é um polipeptídio formado por 31 aminoácidos. Uma das substâncias mais pesquisadas, durante a década de 80, que teve um assustador aumentam de sua investigação em resposta ao treinamento. Dentre os tipos de endorfina a hipótese do aumento na secreção da Beta-endorfina, para ser mais exato, após exercício estaria associado a “sentimentos de euforia, redução da ansiedade, tensão, raiva e confusão mental” (Morgan WP. 1985). As alterações nos níveis de secreção da endorfina parecem ser mais significativas em atividades moderadas e/ou severas (em torno de 70% do Vo2máx), em geral com duração superior a 60 minutos.
A interação simultânea de mecanismos psicológicos e fisiológicos contribui para a melhoria da saúde mental e conseqüentemente o aumento do libido.
Para os homens a melhora da circulação sanguínea e controle de vários distúrbios como o estresse, proporcionados pela prática regular de atividade física, são de grande valia no combate das disfunções eréteis.
Exercícios específicos para o assoalho pélvico e para o períneo são bons por inúmeras razões, como para prevenção da incontinência urinária e melhora do desempenho sexual. Em particular para as mulheres os mesmo exercícios podem ajudar nas respostas orgásticas: aumentando a força dos orgasmos.
Baseando-se nessas hipóteses não fica difícil afirmar que a vida fisicamente ativa promove impactos positivos no que dizem respeito ao aumento do libido, “sexy appeal”, autoconfiança, entre outros. Portanto, mais exercícios significam: corpo em forma e mais atrativo, o que aumenta a quantidade e qualidade das relações sexuais.
WERNECK, F.Z.; BARA FILHO, M.G.; RIBEIRO, L.C.S. Mecanismos de Melhoria do Humor após o Exercício: Revisitando a Hipótese das Endorfinas. R. bras. Ci e Mov. 2005; 13(2): 135-144.
Fry AC, Kraemer WJ, Ramsey LT. Pituitary-adrenal-gonadal responses to high-intensity resistance exercise overtraining. J Appl Physiol. 1998;85(6):2352-9.